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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

António Costa: uma cidade de pessoas para as pessoas

António Costa aposta na construção de creches e rede de transportes públicos

António Costa apresentou esta quarta-feira o programa de Governo para a Câmara de Lisboa. Se vencer as eleições autárquicas, o candidato socialista destaca duas prioridades: a construção de novas creches e uma aposta reforçada na rede de transportes públicos.

Com «rigor» e «transparência», António Costa admitiu que estão criadas as bases para pensar no futuro em que a mobilidade é um ponto forte, com a criação de novas redes de transportes públicos. Na apresentação do seu programa de recandidatura, o autarca deu ainda destaque à reabilitação urbana, prometendo criar quotas de habitação acessíveis aos jovens e à classe média.
Igualmente a pensar nas famílias e nos mais velhos, o programa «Unir Lisboa» prevê cinco residências assistidas para os idosos, 750 camas em unidades de cuidados continuados e novas creches.
«Uma cidade de pessoas para as pessoas». Foi com este mote que António Costa concluiu a apresentação do programa perante uma plateia preenchida de apoiantes.

Ouvir aqui

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um sonho e uma visão para Lisboa

A cidade requer soluções simples e criativas(...). É necessária uma vontade politica solidária - tanto mais pertinente quando se aproximam as eleições autárquicas de Outubro - e a adopção de soluções simples e criativas. Foque-se o retrato de família e volte-se à lição de Jaime Lerner. Encontremos um sonho colectivo a que nos dediquemos profundamente... e logo que se proporcionar, um pouco só que seja desse sonho, não mais o abandonemos.
Um Sonho para Lisboa:
O das suas crianças e jovens conhecerem e cuidarem da Cidade.

Uma Visão para Lisboa:
Capital em Portugal/
Centralidade na Europa/
Porto no Atlântico/
Porta no Mundo.
Ler texto integral aqui

domingo, 9 de agosto de 2009

A falta que fica a fazer não tem medida

Ainda tenho o som da sua voz sobre o meu ombro, no Martinho d' Arcada, onde ficámos sentados, lado a lado.
Nem sei o que hei-de dizer. A falta que fica a fazer não tem medida. Curiosamente, neste momento da sua partida, lembro-me sobretudo dos seus papéis sérios. Lembro um momento genial, na Barraca, quando fez de Avarento. Ao meu lado encontrava-se um ex-presidente do Brasil que me disse que se o Raúl fosse brasileiro, seria uma estrela em glória. E lá até o foi, embora de passagem. Aqui, também, mas à dimensão portuguesa, muitas vezes pobre e trôpega. Apesar de tudo, ontem à noite, estive a ver o programa da RTP sobre a Comédia Portuguesa, e ele lá estava, reconhecido pelos mais jovens.
No final, terminava bem. O rapaz dos Contemporâneos não lhe dava a última boléia , e ele, caminhando a pé, dizia - "Cabrão".
Espero que seja essa a palavra que, neste momento, ele esteja a dizer-nos, a nós, que ficámos - Cabrões, deixaram-me partir...

Mas não é altura para ficar melancólico, ele não o desejaria, pelo contrário. Estou certa que lá onde está procurará rir da vida com o seu riso que nunca foi grotesco, nem se refugiou na sujeira, essa casa onde muitos se acolhem por facilitismo ou incompetência. Estou certa que se ri com inteligência, como daquela vez, no Brasil, quando lhe perguntaram se os portugueses não contavam anedotas sobre os brasileiros, para retribuirem a forma como os brasileiros se comportavam em relação aos portugueses, e ele respondeu, laconicamente - "Não precisa..." Ficou célebre. Neste momento, ele estará a dizer-nos, por outros motivos - "Não precisa..."
Precisa, precisa do nosso amor.
Lídia Jorge