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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma vírgula no tempo - Raul Solnado

Eduardo Luís

Um Vazio no Tempo” , texto escrito por Raul Solnado

“Numa das últimas vezes que estive na Expo de Lisboa, descobri estranhamente uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que tinha descoberto que aquele espaço se tratava de um templo grandioso.
“Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma enorme vontade de rezar não sei a quê ou a quem. Fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a pensar uma emoção rara, um silêncio absoluto e tudo o que pensava só podia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me ia envolvendo no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
“Quando os meus olhos se abriram, aquele meu Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu, e quando saí daquela porta, corri para a beira do Tejo para dar um berro de gratidão com a minha alma e sorri para o Universo.
“Aquela vírgula no tempo, foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida, que me fez reencontrar, e que me deu a esperança de que num tempo que seja breve, me volte a acontecer.
“Que esse Deus assim queira.”

Raul Solnado

O melhor amigo

DO RAUL SOLNADO, DIZEM QUE ERA O MELHOR AMIGO QUE SE PODIA TER – CARAMBA, OS PORTUGUESES PERDERAM UM AMIGO!!!
Carlos Trindade

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agora Acontece com Raul Solnado OBRIGATÓRIO!

Sendspace.com: Agora Acontece nº10-7 a 13 Dez 1998_so_raul.wma

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O amigo Carlos Pinto Coelho enviou-nos esta preciosidade que aqui reproduzimos, de um dos programas Acontece.

Obrigada, Carlos!

Todos ficámos com um pouco do Raul Solnado

Todos ficámos com um pouco do Raul Solnado!
Obrigado!
Paulo Pimentel

domingo, 9 de agosto de 2009

A sua voz chegou a todos os lares e a todas as gerações

Dizer o que se pensa sobre alguém que nos ajudou anos e anos a rir e a sonhar durante a longa caminhada que foi a nossa vida antes da democracia é pouco e não deixa de ser importante para os jovens compreenderem como este homem de coração grande nos entrava pela casa dentro e nos mostrava o sabor da liberdade. A sua voz e o seu exemplo de cidadania chegou a todos os lares e a todas as gerações. Tocou-nos a todos e apelou ao que de melhor há no ser humano. A bondade e as causas nobres foram um dos atributos do seu carácter de humanista. Foi um Lisboeta e foi um Português exemplar.
"Façam o favor de ser felizes", dizia com que sabedoria... Raul Solnado.
Maria Helena Corrêa

Ninguém poderá ficar indiferente

Ninguém poderá ficar indiferente à morte do Raúl Solnado.
Recordá-lo-ei com admiração e respeito pelo que nos deu.

Gabriela Lopes da Silva

sábado, 8 de agosto de 2009

Ele fazia parte da nossa vida

Recebe-se a notícia com grande choque porque ele fazia parte da nossa vida. Cresci, envelheci admirando sempre Raul Solnado.
Maria da Paz

Um dos maiores cómicos de sempre

Para a minha geração, em Moçambique, o Solnado era um ícone, Os seus "ditos" entraram no nosso vocabulário quotidiano. Faziam, por assim dizer, parte da nossa "paróquia" intelectual. Pessoalmente, considerei-o sempre um dos maiores cómicos de sempre, em qualquer parte do mundo. E a palavra "cómico" engloba alguns dos maiores nomes da cultura tout-court. Como homenagem e acto de saudade"paroquial", vou reler o magnífico livro de Bergson Le Rire, a pensar no Solnado.
Eugénio Lisboa

Uma grande obra para a sociedade portuguesa

Podem não acreditar, mas não fiquei triste pela morte do Solnado, porque foi embora depois de fazer uma grande obra para a sociedade portuguesa. Lembro dele nos tempos em que era jovem e apaixonado pelos seus imensos programas. Ele está bem e nós também.
Carlos Vilar

Raul Solnado, sempre

"Eu era empregado numa fábrica de produtos farmacêuticos. Um dia parti um comprimido e despediram-me." Raul Solnado, sempre!

António Costa Santos

É uma grande figura cultural que desaparece

Quando eu era menina, toda a família acorria a postar-se ao redor da rádio, quando dava o Raul com a história da «ida à guerra», e a outra que começava «O meu pai, que era um homem incapaz de impor a sua vontade fosse a quem quer fosse, um dia chamou-me e disse-me: 'Meu filho, quer queiras quer não queiras, tens de ser bombeiro v«e»luntário'
Ouvimos essas histórias centenas de vezes, tal era o poder comunicativo do intérprete, o efeito cómico e a capacidade de, em pleno salazarismo, transmitir a velada mas sensível crítica ao regime através de pensadas entoações, que alcançavam todas as classes sociais.
Depois, foi a sua interpretação no filme «Dom Roberto», inesquecível. E tantas coisas mais.
É uma grande figura cultural que desaparece.
Fico mesmo muito triste.

Maria Alzira Seixo

Sem Solnado o Sol não mais será nado

Sinto esta perda como a de um velho amigo (que conheci na casa de outro, Júlio Pomar). Com pouca inspiração aqui vai. Sem Solnado o Sol não mais será nado.

Tiago Salazar

Dei à cidade um teatro (sic): Villaret

O Cidadão que dava pelo nome de Raul Solnado

Andy Warhol, 1957
O Raul acompanhou a par e passo a evolução e crescimento da CLAC - Cidadãos Lisboetas Apoiam António Costa.
Era o nosso guardião-mor, a cuidar de cada nome que entrava, a espalhar a notícia, a trazer (muitos) nomes para a lista.
Há cerca de 10 dias, o telefone deixou de tocar. E de receber chamadas.
A última vez que falámos, disse-lhe que ele tinha a CLAC a torcer por ele.
Falei em nome de todos. Acho que ninguém se sentirá ofendido.

Enviem um comentário vosso, (ainda que uma só palavra) a esta perda do Cidadão que dava pelo nome de Raul Solnado.


A vida sem Raul Solnado

"Para ser português é preciso ter muita competência" (Raul Solnado, 13 de Abril de 2009)

terça-feira, 14 de julho de 2009

120 intelectuais com António Costa

Manifesto assinado por 120 intelectuais e artistas

António Costa tem "a intelligentsia do lado dele"
14.07.2009 - 21h45 PÚBLICO


Um manifesto assinado por 120 intelectuais de vários quadrantes políticos apoiam a candidatura de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. O movimento Cidadãos Lisboetas Apoiam António Costa (CLAC) defende que o que está em causa nas autárquicas é o regresso “aos tempos do descrédito, do endividamento, das cumplicidades fraudulentas.”“Costa tem a intelligentsia do lado dele”, disse ao PÚBLICO Eduardo Pitta, que também faz parte do movimento. O escritor realça que a lista integra gente de todos os quadrantes políticos, apontando vários nomes da CGTP, como Carlos Trindade, Diamantino Elias, ou referindo-se a pessoas que já apoiaram Pedro Santana Lopes, o candidato da coligação "Lisboa com Sentido".O CLAC nasceu depois da tentativa de uma coligação de esquerda ter falhado, explica Pitta. A sessão fundadora realizou-se hoje no café Martinho da Arcada, em Lisboa. Para além de estar presente o porta-voz do movimento, Rui Vieira Nery, participaram também na sessão a escritora Lídia Jorge, o actor Raul Solnado, o ensaísta Eduardo Lourenço e Júlia Coutinho, esta última investigadora pertencente à Renovação Comunista. Na lista estão diversos nomes ligados à literatura, ao teatro, à música e ao ensino universitário.“Mais do que uma escolha simples entre esquerda e direita, as próximas eleições autárquicas vão ser para Lisboa um momento de opção pelo carácter, pelo rigor, pela capacidade de trabalho, pelo espírito de solidariedade social e pela cidadania responsável”, aponta o documento.Segundo Eduardo Pitta, o movimento deverá reunir-se amanhã com António Costa. A 5 de Agosto vai haver novo encontro onde vão ser apresentadas propostas de acções de âmbito cultural que irão decorrer durante a campanha, já em Setembro.